Eventos_2025

16/10/2025

II ENCONTRO ANUAL DO PROJETO TEMÁTICO

EDUCAÇÃO PARA O ANTROPOCENO

04 E 05 DE DEZEMBRO DE 2025

Anualmente, as equipes que constituem as linhas de pesquisa do projeto temático InCEPTE reúnem-se com o objetivo de integrar os resultados obtidos, produzir novos resultados e interagir com pesquisadores externos buscando enriquecer as ações e concepções que fundamentam o projeto.  Esses encontros são abertos 

04 DE DEZEMBRO

8h45 às 9h00 – Abertura

Maurício Pietrocola e Roseli de Deus Lopes

9h00 às 10h20 – Palestra

FORMAÇÃO HUMANA, CONVIVÊNCIA PEDAGÓGICA E EDUCAÇÃO DE QUALIDADE. 

Guillermo Arias Beaton

10h30 às 12h30 – Mesa redonda 1

INTEGRAÇÃO CURRICULAR – Mediador: Maurício Pietrocola

Bernardete Gatti  e Cláudia Galian.

BRUNCH

14h00 às 16h00 – Workshop 1

Eventos paralelos promovidos pelas linhas 1, 2 e 3

05 DE DEZEMBRO

8h45 às 9h00 – Boas vindas

Maurício Pietrocola

9h00 às 10h20 – Palestra

A  INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL IRÁ SUBSTITUIR OS EDUCADORES?

Marcelo Finger

10h30 às 12h30 – Mesa redonda 2

INOVAÇÃO EDUCACIONAL

Caetano Rodrigues Miranda  e professor convidado.

BRUNCH

14h00 às 16h00 – Workshop 2

Eventos paralelos promovidos pelas linhas 4, 5 e 6

PALESTRANTES E CONVIDADOS DAS MESAS REDONDAS

GUILLERMO ARIAS BEATON é professor Titular da Faculdade de Psicologia da Universidad de Havana. Psicólogo, com doutorado em Ciências Pedagógicas pelo Instituto Central de Ciências Pedagógicas de Cuba (1987) e mestrado em psicodrama e processos grupais (2009), atualmente ele é presidente da Cátedra L.S. Vygotski da Faculdade de Psicología da Universidade de Havana. Investigador internacionalmente reconhecido na área de desenvolvimento infantil, interessa-se pelo atendimento a crianças com necessidades educacionais especiais e serviços de aconselhamento em psicologia.  Além da carreira acadêmica, Guillermo atuou no Ministério da Educação de Cuba entre os anos de 1971 a 1991.

Na palestra, serão analisados  os fundamentos da convivência pedagógica no enfoque histórico-cultural, de raiz materialista dialética, vinculando-os à defesa da educação de qualidade como direito e condição para o desenvolvimento humano integral. Considerando o aumento da violência escolar, evidenciado por dados nacionais e internacionais, discute-se a necessidade de transformar a escola em espaço seguro, democrático e promotor de aprendizagens significativas. A partir da concepção vigotskiana, compreende-se que o desenvolvimento psíquico ocorre nas condições históricas e sociais vividas, sendo a convivência escolar mediadora central. Defende-se que a convivência pedagógica seja planejada, participativa e dialógica, envolvendo professores, estudantes, gestores e famílias em ações coletivas que favoreçam relações respeitosas, desenvolvimento omnilateral e superação de desigualdades. Conceitos como zona de desenvolvimento proximal, situação social do desenvolvimento e atividade pedagógica evidenciam como o trabalho educativo pode prevenir fracassos e promover vivências significativas. Conclui-se que a convivência pedagógica é estratégica para assegurar o direito à educação de qualidade e formar sujeitos críticos e criativos.

MARCELO FINGER é graduado em Engenharia Eletrônica pela Universidade de São Paulo (1988), fez mestrado, doutorado e pós-doutorado no Imperial College of Science, Technology and Medicine da University of London. Foi professor visitante  na Universitée Paul Sabatier – Toulouse e na Cornell University. Atualmente é professor titular da Universidade de São Paulo, Pesquisador Principal do USP-Fapesp-IBM Centro de Inteligência Artificial (C4AI), onde coordena o grupo NLP2 de processamento de linguagem natural em português. É editor das revistas: South American Journal of Logic, São Paulo Journal of Mathematical Sciences e editor convidado da Theoretical Computer Science e da Anals of Mathematics in Artificial Intelligence.  Marcelo Finger também aborda a Inteligência Artificial e seus desdobramentos em um podcast no Jornal Eldorado.

Na palestra, vamos responder à pergunta título sem fugir ao debate com uma resposta clara: Claro que não e óbvio que sim.  Em seguida daremos bases para ambas as respostas, com fundamentações técnicas que visam explicar mesmo ao público não técnico, pontos importantes sobre o funcionamento das LLMs e as ramificações que isso pode ter ao debate de ocupação de postos humanos.  Também daremos motivações biológico-filosóficas e histórico-econômicas.  Por fim, iremos discutir algumas das repercussões dos desenvolvimentos recentes da Inteligência Artificial na área de Educação, em particular à pesquisa em Educação.

Todos são bem vindos!

BERNARDETE  ANGELINA GATTI é pedagoga formada pela Universidade de São Paulo, fez doutorado em Psicologia na Universite Paris VII – Universite Denis Diderot e Pós-Doutorados nas universidades de Montréal e na Pennsylvania State University. Docente aposentada da USP, foi professora do Programa de Pós-Graduação em Educação: Psicologia da Educação da PUC-SP. Simultaneamente foi Pesquisadora Senior na Fundação Carlos Chagas, onde exerceu os cargos de Coordenadora do Departamento de Pesquisas Educacionais e de Superintendente de Educação e Pesquisa. Foi membro e presidiu o Comitê Científico – Educação do CNPq e foi coordenadora da área de Educação da CAPES. Atuou como Consultora da UNESCO e outros organismos nacionais e internacionais. Em 2014 assumiu como Diretora Vice Presidente da Fundação Carlos Chagas, orientando e respondendo pelas ações do setor de Pesquisa e Educação. Participa de comitês científicos de várias revistas nacionais e internacionais. Membro titular da Academia Paulista de Educação (Cadeira nº 27), faz pesquisa nas seguintes áreas : Formação de Professores, Avaliação Educacional e Metodologias da Investigação Científica. Em 2016 foi eleita Presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo.  Bernadete Gatti tem uma longa e reconhecida trajetória de discussão sobre juventudes e formação de professores, relacionando-a com a importância da interdisciplinaridade.

CLAUDIA GALIAN  é bióloga, livre-docente em Educação pela Universidade de São Paulo e Professora Associada da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Especialista em  currículo, Cláudia Galian coordena o grupo de estudos e pesquisa Escola, Currículo, Conhecimento (ECCo).  Enquanto especialista em currículo Cláudia  Galian discute diferentes concepções de currículo, os elementos que o influenciam e as relações entre eles e os fundamentos da educação integral. 

CAETANO RODRIGUES MIRANDA é professor do Departamento de Física dos Materiais e Mecânica do IFUSP. Ao mesmo tempo, dedica-se a um projeto de educação não formal: a plataforma Moleculário. Concebida e implementada por ele, a experiência permite ao público escolar a  utilização  da realidade virtual na para a descoberta de fenômenos complexos, principalmente aqueles que ocorrem em escalas não usuais.