Interdisciplinaridade e integração do conhecimento
Desde a sua gênese, o projeto temático se compromete a refletir sobre o impacto da fragmentação do conhecimento na compreensão e no enfrentamento dos problemas pelos sujeitos. Essa estrutura conceitual que deu origem às ditas “disciplinas de conhecimento” e que tornou possível avanços consideráveis em todas as áreas, fundamenta sua legitimidade na hiper especialização e na separação entre o objeto de estudo e o seu contexto. Por conta disso, ela apresenta limites quando aplicada à situações reais e cotidianas. Não disciplinares por natureza, inseridas em contextos que modificam o entendimento do que seja o problema tanto quanto a avaliação e a tomada de decisão sobre ele, tais situações vêm sendo reunidas sob a égide da complexidade. Se até pouco tempo elas poderiam ser relegadas ao status de exceção, a contemporaneidade viu explodir a quantidade e a diversidade de dilemas correspondendo a essa descrição. Se por um lado, eles necessitam do conhecimento científico para que sejam compreendidos, por outro, não podem ser resolvidos apenas através dele. Nesta seção, o projeto temático disponibiliza uma série de lementos que contribuem com esse debate.
Conceitos essenciais
Qual o impacto desse novo contexto no papel e no potencial dos processos formativos? De que maneira e em que medida a educação básica e a formação de professores precisa considerar esses elementos? Qual a relação entre a formação dos sujeitos e a manutenção das condições de vida no planeta? Para que se possa investigar e elaborar elementos de resposta a essas perguntas fundamentais, alguns conceitos essenciais precisam ser apresentados.
Interdisciplinaridade
Integração do conhecimento
Interculturalidade
Convivência pedagógica
Convivência intergeracional
Metodologias ativas
Currículo
Riscos civilizatórios
Aprofundando o entendimento
Nos vídeos abaixo, os pesquisadores e grupos de pesquisa do projeto temático, apresentam alguns elementos centrais de cada linha de pesquisa.
Vivemos uma era de profundas transformações, onde a crise climática desvela os limites do projeto moderno de dominação da natureza e expõe a insuficiência de nossos modelos culturais para lidar com complexidades. Este colóquio é fruto de muitas parcerias e propõe refletir sobre caminhos para repensar o ensino de ciências a partir de diálogos inter-transdisciplinares e interculturais, articulando saberes na construção de futuros mais justos e sustentáveis.
São dois aspectos da vida humana – viver e conviver – que perpassam as práticas culturais e o trabalho pedagógico nas escolas e que começam a se mostrar mais fortemente nas discussões da área educacional. Trata-se de diferentes abordagens, assim como há diferentes concepções sobre o ‘viver’ e o ‘conviver’. Esses processos são inerentes a todas as formas de organização social, e na educação escolar imbricam-se com os processos de ensino e de aprendizagem. Vivências e convivência estão presentes em toda relação educativa. Discutir concepções sobre a implicação desses processos na educação é o objetivo deste minicurso.
Este colóquio busca promover o debate entre docentes, estudantes, gestores e demais atores que atuam direta e indiretamente na produção de currículos e políticas de educação. O evento pretende apresentar uma concepção de currículo que dialogue com os desafios da sociedade contemporânea e buscará incentivar o pensamento transversal em detrimento de um pensamento disciplinar para as diferentes áreas do conhecimento. A metodologia será expositiva e participativa, com relatos de experiências que fomentem uma possibilidade de escritura curricular outra.
Olivia Levrini, professora do Departamento de Física e Astronomia Augusto Righi, na Universidade da Bolonha, falou sobre seu projeto mais recente, que propõe uma discussão sobre os novos papéis da ciência em uma educação orientada ao futuro, frente a uma sociedade de incertezas e na qual a noção de tempo se dá de modo acelerado. Nesta conferência, ela apresentou aspectos de sua agenda de pesquisa, abrindo a oportunidade de interação sobre perspectivas de ponta no cenário global para o campo da educação em ciências.
Materiais direcionados para a educação básica
O curso aborda duas frentes paralelas. A primeira envolve o conceito de projetos dentro da cultura STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e abrange todas as etapas do processo, desde a concepção de um espaço adaptado até o desenvolvimento de projetos criativos na escola. A segunda frente tem seu foco nas mudanças climáticas, apresentada como sendo um dos maiores desafios já enfrentados pela humanidade. Ao final, o curso busca construir um aprendizado dinâmico e interdisciplinar sobre as mudanças climáticas, apresentada como sendo uma oportunidade de resolução de problemas, de formulação do pensamento crítico e de colaboração. Dada a complexidade do tema, utiliza-se uma abordagem multicamadas, considerando aspectos sociais, ambientais, políticos e científicos. Assim como outras metodologias ativas, a utilização de projetos STEAM contribui com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, preparando os alunos para lidar com a eco-ansiedade e inspirando-os a buscar soluções sustentáveis.
O curso ofere aos estudantes do Ensino Médio a oportunidade de abordar problemas do mundo real através da criação de objetos inteligentes. Os temas tratados incluem: 1. as principais técnicas e tecnologias que permitem o desenvolvimento de aplicações para a Internet das Coisas. 2. A programação de jogos e animações. 3. A montagem de circuitos eletrônicos. 4. A criação de aplicativos para dispositivos móveis. 5. O desenvolvimentos de objetos inteligentes